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Mais de 2,2 milhões de recém-nascidos fizeram o teste em 2019

por Ministério da Saúde

TESTE DO PEZINHO

Quanto maior a rapidez na identificação e início do tratamento das doenças, maior a possibilidade de evitar sequelas nas crianças

No Dia Nacional do Teste do Pezinho (06/06), o Ministério da Saúde reforça a recomendação preconizada pelo Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN) para realização do teste a partir das 48 horas do nascimento até o 5º dia de vida do bebê. Em 2019, 2,2 milhões de recém-nascidos foram triados através do Teste do Pezinho, que identifica distúrbios e doenças no bebê, em tempo oportuno, para intervenção adequada, garantindo tratamento e acompanhamento contínuo quando o diagnóstico é positivo.

O Teste do Pezinho é um exame obrigatório para todos os recém-nascidos e gratuito em toda rede pública de saúde. Dos 2,2 milhões de recém-nascidos triados através do Teste do Pezinho em 2019, no Sistema Único de Saúde (SUS), 59,93% realizaram o teste até o quinto dia de vida do bebê, seguidos por 19,82% que fizeram entre o 6º e o 8º dia, e 11,56% entre o 9º e o 15º dia. Outros 6,94% realizaram o teste entre o 15º e o 30º dia de vida e 1,67% após 30 dias de vida. 

A data para a coleta do teste do pezinho é preconizada a partir das 48 horas até o 5º dia de vida do bebê, principalmente por causa do início muito rápido dos sinais e sintomas de algumas das seis doenças detectadas pelo Programa. Quanto maior a rapidez na identificação e início do tratamento das doenças, maior a possibilidade de evitar sequelas nas crianças, como microcefalia, convulsões, comportamento autista, fibrosamento do pulmão, crises epilépticas, entre outras complicações.

“Todas as doenças investigadas, se diagnosticadas e tratadas em tempo oportuno, podem evitar quadros clínicos graves e até o óbito”, ressalta Rodolfo Firmino, coordenador geral de Sangue e Hemoderivados, do Ministério da Saúde. Em 2019, 3,2 mil recém-nascidos foram diagnosticados com alguma das seis doenças incluídas no programa, o que equivale a 0,14% do total de recém-nascidos que fizeram o teste. As doenças com maior número de diagnósticos positivos foram o Hipotireoidismo Congênito e a Doença Falciforme.

DETECÇÃO DE DOENÇAS

Se o resultado do teste do pezinho estiver alterado, a família e o ponto de coleta são contatados pelo Serviço de Referência em Triagem Neonatal (SRTN) e o bebê é chamado para fazer novos exames, que podem confirmar ou excluir a doença para a qual a triagem foi alterada. Os casos são acompanhados na Atenção Especializada do SUS, através da Rede de Atenção à Saúde (RAS), Rede Cegonha e Rede de Cuidado à Pessoa com Deficiência.

REDE DE COLETA

As famílias podem buscar um posto de saúde mais próximo de casa para a realização do teste do pezinho. O SUS oferta o exame em uma rede de coleta que conta com 24.177 pontos estabelecidos em postos e maternidades espalhadas por todo o Brasil. Além desses pontos, existem 29 Serviços de Referência em Triagem Neonatal (SRTN), habilitados pelo Ministério da Saúde, em todos os estados e no Distrito Federal, sendo que o estado de São Paulo possui três SRTN. Estes serviços contam com médicos especialistas e equipe multidisciplinar para atender a todas as crianças diagnosticadas com as doenças do escopo do PNTN.

PROGRAMA NACIONAL DE TRIAGEM NEONATAL (PNTN)

Popularmente conhecido como teste do pezinho, o PNTN é um programa de rastreamento populacional que tem como objetivo identificar distúrbios e doenças no recém-nascido, em tempo oportuno, para intervenção adequada. O teste do pezinho no SUS possibilita o diagnóstico precoce de seis doenças: Fenilcetonúria, Hipotireoidismo Congênito, Doença Falciforme e outras Hemoglobinopatias, Fibrose Cística, Hiperplasia Adrenal Congênita e Deficiência de Biotinidase

Um dos indicadores utilizados para quantificar a abrangência do Programa é a cobertura, que para o ano de 2019 foi de 77,48%. O cálculo desse indicador é realizado a partir da população de nascidos vivos registrada no Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC) e não engloba os exames realizados na rede privada.

Por Silvia Pacheco, da Agência Saúde
Atendimento à imprensa
(61) 3315-2745/2351

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