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“Pandemia é oportunidade para largar o cigarro”, afirma pneumologista

por Redação

Por Dentro do Coronavírus (PDC) repercutiu com especialista sobre os riscos acentuados de morte que os tabagistas têm em caso de infecção pelo novo coronavírus

Durante o cenário da COVID-19, os fumantes, que só no Brasil somam cerca de 18 milhões, de acordo com o Ministério da Saúde, devem reavaliar o hábito. Um estudo da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp) mostrou que os tabagistas infectados pela COVID-19 têm 14 vezes mais chances de morrer.

“Época de pandemia é uma excelente oportunidade para o fumante parar de fumar, preservando dinheiro e a saúde”, alerta Ciro Kirchenchtejn, em entrevista ao Por Dentro do Coronavírus (PDC).

O especialista também explica a relação entre cigarro e o novo coronavírus. “Os fumantes aumentam um receptor da enzima conversora angiotensina que é a proteína de entrada que o vírus reconhece para poder penetrar na célula e aumentar a infectividade. Isso explicaria a razão pela qual o tabagista apresente uma carga viral maior de infecção e, por isso, sofra complicações mais graves em caso de infecção pela COVID-19”, explica Kirchenchtejn.

Na linha do trabalho publicado Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), alguns estudos retrospectivos em regiões da China também constataram uma mortalidade e internação mais prevalentes entre os pacientes tabagistas infectados pelo novo coronavírus. “Não são todos os estudos uniformes com esse risco aumentado em 14 vezes. Porém, alguns trabalhos mostram um aumento expressivo de chance de morte – em até duas vezes -, e outros de modo mais rápido e ainda mais impressionante”, confirma o pneumologista.

Outro ponto que deve ser levado em consideração é o sistema imunológico do fumante – mais vulnerável e suscetível à proliferação de bactérias. “Essa população tem vários fatores de risco para complicações por infecções virais. Em primeiro lugar, ele fuma um produto de combustão de alta temperatura (cigarro), que causa lesões na gengiva, língua e mucosa das vias aéreas. Além disso, o tabagista tem uma produção menor de anticorpos tipo IgA na saliva, o que facilita a invasão de vírus e bactérias”, finaliza Ciro Kirchenchtejn.

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