Home Como Prevenir O desafio de manter a qualidade do sono durante a pandemia

O desafio de manter a qualidade do sono durante a pandemia

por Redação

Mudança de rotinas, ansiedade e receio em relação à doença podem prejudicar o período de descanso

O sono, um dos responsáveis por manter o equilíbrio do corpo, pode ser afetado por vários fatores como excesso de preocupação, aumento de ansiedade e outros fatores relacionados à indefinição atual que envolve a pandemia do coronavírus. Essas e outras situações podem gerar e agravar as chamadas doenças do sono, condições que merecem atenção e cuidados adequados.

O Por Dentro do Coronavírus consultou o Instituto do Sono, centro de referência em pesquisa, diagnóstico e tratamento em distúrbios do sono, localizado em São Paulo (SP), sobre a receita para uma boa noite de repouso em meio a um momento de tanta tensão e incertezas.

“É importante acordar e dormir em horário habitual, além de manter horários regulares para alimentação e evitar cochilos durante o dia. Essas são orientações sempre válidas para ter um sono de qualidade. Mesmo com a alteração do dia a dia, é importante manter esse passo na rotina”, explica Gustavo Moreira, médico e pesquisador do Instituto do Sono.

Outro ponto importante envolve a apneia obstrutiva do sono, problema respiratório que ocorre enquanto a pessoa acometida dorme, caracterizado por interrupções breves e repetidas da respiração (com duração de pelo menos 10 segundos numa frequência maior que cinco episódios por hora de sono). De acordo com recomendação do Instituto do Sono, publicada no site oficial da entidade, em março deste ano (https://institutodosono.com/artigos-noticias/uso-de-cpap-e-bipap-exige-cuidados-com-o-novo-coronavirus/), os pacientes que sofrem com o problema, e usam os aparelhos CPAP ou BIPAP, devem buscar a orientação de um especialista por causa do cenário atual: “Ações de prevenção são fundamentais para evitar a contaminação pelo novo coronavírus, responsável pela covid-19. Este cuidado exige atenção especial para usuários de CPAP e BIPAP, já que os aparelhos podem ajudar a transmitir de forma mais fácil o vírus, expondo pessoas que convivem no ambiente. Como a apneia obstrutiva do sono é um problema crônico, o risco de interromper o tratamento por um período curto é limitado, com exceção de casos graves e de pacientes com síndromes de hipoventilação. Por isso, vale avaliar esta opção junto ao médico. Cabe ao especialista indicar a melhor alternativa de tratamento, que pode incluir a terapia posicional e o uso de aparelho intraoral, descongestionantes ou anti-inflamatórios”, informa um trecho do comunicado.

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