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Fim da pandemia no Brasil em setembro? Por Dentro do Coronavírus repercute estudo da Universidade de Singapura

por Redação

Plataforma de inteligência artificial monitora dados da COVID-19 no mundo

Um Estudo da Universidade de Singapura, baseado numa ferramenta de inteligência artificial, chamada Data Driven Inovation Laboratory, projeta o fim da pandemia de coronavírus em vários países. A tecnologia funciona a partir da coleta e análise de dados adquiridos por meio de um monitoramento diário de casos confirmados da COVID-19 no mundo, incluindo o número de pessoas suscetíveis ao vírus, a quantidade de infectados e o registro de indivíduos recuperados.

De acordo com a pesquisa, o fim da pandemia no Brasil poderia ocorrer em setembro deste ano, o que, por enquanto, segundo especialistas, não é possível projetar.

“O estudo mostra a aplicação de tecnologias de inteligência artificial para tentar prever o fim da pandemia no mundo. Entretanto, é uma previsão baseada numa expectativa e isso é muito complicado porque não leva em conta as alterações do dia a dia e as decisões que são tomadas em cada país. Ele (estudo) revê os resultados dessas decisões e altera a curva”, avalia o médico Luis Fernando Correia.

Para Sylvia Lemos Hinrichsen, médica infectologista e Consultora em Biossegurança e Controle de Infecções – Risco Sanitário Hospitalar/Segurança do Paciente, vários fatores, peculiares de cada região, dificultam qualquer projeção de cenário.

“Não tem como prever se a pandemia terminará em setembro. Vai depender muito do que for feito até lá. Os estudos mostram um vai e volta dos casos, trabalhos feitos em condições diferentes, influências de local, saúde, saneamento básico, acesso a testes, à saúde, enfim, países com perfis totalmente diferentes”, explica a infectologista.

As características específicas que dificultam um entendimento melhor em relação ao comportamento do vírus também podem impactar no combate à doença. “Essa pandemia veio nos desafiar totalmente. Ela não tem um padrão específico. Toda doença infectocontagiosa tem início, meio e fim. A COVID-19 provavelmente também tem. Porém, ela tem muitas variáveis que ainda precisam de uma melhor compreensão. O fato de não ter uma vacina também é algo que nos limita”, explica a infectologista de Recife (PE).

O monitoramento diário da ferramenta que traz as projeções do coronavírus no mundo pode ser acompanhado pelo link: https://ddi.sutd.edu.sg/when-will-covid-19-end/

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