Home Como Prevenir O que muda na hora de ir ao restaurante em época de coronavírus

O que muda na hora de ir ao restaurante em época de coronavírus

por Redação

Infectologista alerta sobre os cuidados adicionais que devem ser adotados

A mudança de hábitos de clientes e empresas é uma realidade por conta da COVID-19.  Enquanto os estabelecimentos físicos terão de se adequar para receber o público, os consumidores precisarão estar atentos aos novos hábitos de conduta que serão colocados em prática durante as interações em ambientes com outras pessoas. Os restaurantes e as lanchonetes, por exemplo, terão de adotar medidas operacionais que aumentem a proteção de seus frequentadores em relação ao coronavírus.

O Por Dentro do Coronavírus ouviu a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) sobre o que deve ser feito em relação à proteção à saúde das pessoas que devem ser adotadas por restaurantes e lanchonetes.

“É preciso redimensionar os espaços de forma que haja um distanciamento entre as mesas. Outro ponto importante é evitar a formação de grandes filas de espera por parte dos clientes”, explica Raquel Stucchi, infectologista e consultora da SBI.

A especialista também reforça algumas orientações que devem ser incorporadas à rotina dos estabelecimentos: a implementação de acesso ao álcool gel; a organização dos espaços entre os clientes para que se cumpra o distanciamento social; e a exigência do uso de máscara por parte dos frequentadores.

Outro ponto sensível ao público envolve o uso de talheres. “A opção pelos descartáveis não é uma garantia. A não ser que o descartável venha já embalado e lacrado, mas não seria obrigatório. Se for um restaurante self- service, com talheres que não sejam descartáveis, mas que obedeçam as regras sanitárias de higienização, e que eles sejam embalados – garfo, faca e colher, em saquinhos individuais, eu considero que seria seguro”, esclarece a infectologista. A exposição dos talheres também não é recomendada. “Não é seguro deixar todos os talheres num pote para que as pessoas peguem. Isso fica mais vulnerável em termos de higienização”, finaliza Raquel Stucchi.

O relacionamento entre clientes e garçons também precisa ser diferente. Aquele bate-papo com interação na chegada ao local, ou na hora de ir embora, deve ser evitado.

“É muito importante incentivar os garçons sobre o uso da máscara facial durante todo o período de trabalho. Mesmo com a reabertura desses estabelecimentos, o distanciamento social se mantém. Nesse momento, devemos seguir sem cumprimentos físicos, como abraços, apertos de mão e beijos”, finaliza.

Posts Relacionados

Deixe um comentário

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Vamos supor que você esteja bem com isso, mas você pode optar por não participar, se desejar. Aceitar Leia Mais