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Portadores de doenças cardiovasculares devem redobrar atenção com o coronavírus

por Redação

Cardiologista do Hospital do Coração (HCor), em São Paulo (SP), explica o impacto do vírus no sistema cardiovascular

O coronavírus é uma doença conhecida pelos sintomas que envolvem o sistema respiratório e que podem ser semelhantes aos de um resfriado: tosse, febre, cansaços e falta de ar. Pacientes acima dos 60 anos e portadores de comorbidades, como diabetes e doenças respiratórias ou cardiovasculares, estão mais vulneráveis às complicações causadas pela COVID-19, em caso de contágio, e, por isso, devem redobrar a atenção durante a pandemia.

O Por dentro do Coronavírus conversou com o cardiologista, Felix Ramires, do HCor, para esclarecer algumas questões que envolvem o novo coronavírus e as doenças cardiovasculares.

“Uma das relações ocorre nos casos em que o paciente tiver um histórico de alguma doença cardiovascular, como antecedentes de infarto, insuficiência cardíaca, doenças valvares, hipertensão etc. Nesse caso, os indivíduos infectados têm maior risco de evoluir para formas mais graves de coronavírus, pois o coração fica exposto a maior agressão pela infecção do vírus”, explica Ramires.

Pacientes com problemas cardiovasculares também podem sofrer com outra ação agressiva, e específica, da COVID-19 no coração. “A liberação exagerada de substâncias tóxicas produzidas pela intensa inflamação gerada pela ação da doença”, alerta Ramires. O especialista também destaca cuidados de proteção, como higienização das mãos, uso de máscara e o cumprimento à risca da quarentena. “Os cuidados adotados por esse grupo de risco devem ser os mesmos recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS)”.

Outros pontos fundamentais para esse perfil de paciente, durante o período de confinamento em casa, são a necessidade da adesão ao tratamento contínuo prescrito pelo médico responsável e a moderação na hora das refeições. “Os cuidados durante a quarentena devem ser mantidos dentro do possível, optando por uma dieta saudável, mas com as devidas restrições para cada caso”, acrescenta Felix.

Atualmente, a possibilidade do recurso da telemedicina, no qual é possível ter acesso a um médico por meio da tecnologia, também é uma prática recomendada pelo cardiologista. Entretanto, é preciso saber que, em alguns casos, dependendo dos sintomas, o atendimento presencial torna-se obrigatório.

“Quem tem doenças cardiovasculares prévias deve ficar atento aos sintomas da sua doença. Dor no peito, falta de ar e o aumento inesperado dos batimentos cardíacos, com palpitações recorrentes, são sintomas que, associados à infecção (por coronavírus), devem levar o paciente a procurar um profissional e/ou serviço médico”, alerta o especialista.

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