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A importância da telemedicina em meio à pandemia de coronavírus

por Redação
Em uma tentativa de adaptação para facilitar as relações médico-paciente, soluções tecnológicas se destacam nesse período

Nas últimas semanas muito se tem discutido sobre a telemedicina e suas aplicações para profissionais e pacientes em meio a pandemia de coronavírus. Vamos entender o que é essa modalidade, ainda recente, no Brasil. A resolução 2.227 de 2018, do Conselho Federal de Medicina (CFM), define como esse trabalho como o “exercício da medicina mediado por tecnologias para fins de assistência, educação, pesquisa, prevenção de doenças e lesões e promoção de saúde.” O documento ainda defende que as tecnologias, e seu uso para a medicina, promove a “evolução natural dos cuidados de saúde no mundo digital”.

Em um ofício enviado ao Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, a CFM informava que “em caráter de excepcionalidade e enquanto durar a batalha de combate ao contágio da covid-19”, reconhecia a possibilidade de utilização dos serviços de Teleorientação – para que profissionais realizem a orientação e encaminhamento de pacientes em isolamento -, Telemonitoramento – ato realizado sob orientação e supervisão médica para monitoramento ou vigência à distância de parâmetros de saúde e/ou doença, além da troca de informações e opiniões entre médicos para auxílio diagnóstico e terapêutico – conhecido como Teleinterconsulta.

Dias após o envio do ofício, o Ministério da Saúde estabeleceu regras para a telemedicina em meio às medidas de isolamento social recomendadas constantemente pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Com a nova medida, os médicos podem emitir atestados médicos ou receitas, utilizando uma assinatura eletrônica e registrando um prontuário clínico com as informações sobre o paciente, além de informações básicas como data, hora, o meio de comunicação utilizado e o número de registro profissional.

Para o médico Roberto Debski, em meio a pandemia de coronavírus, a telemedicina oferece possibilidades para que os profissionais orientem, da maneira adequada os pacientes, respeitando as recomendações de distanciamento social.

“Em meio ao coronavirus, o Conselho Federal de Medicina permitiu que orientação de pacientes, e a discussão desses casos, sejam feitos seguindo as recomendações do Ministério (da Saúde). Acredito que em breve possa existir sua completa regulamentação para diferentes usos no exercício da medicina”

Recentemente, diversas companhias focadas em saúde promoveram importantes ações para a estimulação da telemedicina em meio ao coronavírus. Em reportagem no site da revista Exame, a start-up Cuidas informou que oferecerá, aos funcionários de micro e pequenas empresas, consultas médicas remotas com profissionais cadastrados na plataforma. Isso pelo período de 30 dias, gratuitamente. O software Amplimed também oferece, por um mês e sem custos, o uso da plataforma de teleorientação, telemonitoramento e prontuário eletrônico para todos os profissionais de saúde.

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