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Coronavírus pelo Correio. Será?

por Redação

Já se sabe que o novo coronavírus, também conhecido como SARS-CoV-2, tem uma maneira muito peculiar de infectar as pessoas: através de pequeníssimas gotículas, espalhadas pela pessoa infectada através da tosse ou espirro.

Então, como é possível saber se, no momento em que não se deve sair de casa,  todas as correspondências, delivery dos restaurante e das farmácias estão livres do vírus? Será que é possível ser infectado nos pacote que recebemos na porta de casa ou em nossas caixas de correio?

Alguns especialistas já alertam que o SARS-CoV-2 pode ser transmitido por objetos contaminados, pois trata-se de um “vírus pegajoso”. Segundo os estudiosos, a estrutura do coronavírus é capaz de se fixar firmemente em algumas superfícies como a pele, mas também em tecidos, madeira, plástico e aço.

Nos Estados Unidos, algumas agências do governo já demostraram preocupação com a circulação das correspondências serem um vetor em potencial. E esta é uma preocupação global. Em fevereiro, o banco central da China colocou em quarentena o dinheiro do país, para impedir que a doença se espalhasse através das notas. O governo higienizou pilhas de notas, colocando-as em alta temperatura ou deixando-as expostas a raios ultravioletas. Depois, todo o dinheiro foi mantido em isolamento por sete a 14 dias antes de ser relançado no sistema bancário.

O Federal Reserve dos EUA também colocou em quarentena várias notas de dólar repatriadas da Ásia, mantendo o dinheiro trancado por sete a 10 dias antes que fosse novamente coloca no mercado.  Segundo representantes dos três principais distribuidores dos Estados Unidos não há necessidade de higienizar caixas e envelopes, pois o risco de transmissão do novo coronavírus é baixo. A própria Organização Mundial da Saúde emitiu boletim afirmando que é baixa a probabilidade de uma pessoa infectada contaminar mercadorias.

Segundo a OMS o risco de pegar o vírus em uma embalagem que viajou e foi exposta a diferentes condições e temperaturas também é baixo.

O médico Luis Fernando Correia afirma entretanto que “todos os pacotes e correspondência que vierem pelo correio ou forem entregues via delivery devem ser desinfetadas, mesmo que ainda não haja evidências de que a COVID-19 possa ser espalhado pelo correio.”

Um grupo de pesquisadores do National Institutes of Health, da Universidade de Princeton e da Califórnia, em Los Angeles, misturou partículas de vírus em um tambor rotativo e estudou quanto tempo sobreviveram em várias superfícies. Eles descobriram que o vírus SARS-CoV-2 se manteve por até 24 horas em papelão – três vezes mais que o SARS original. O artigo foi publicado no New England Journal of Medicine.

Em um outro experimento, feito por pesquisadores da Universidade de Hong Kong, eles salpicaram gotículas de SARS-coV-2 numa carta, simulando o efeito de um espirro. Nos resultados, não foi encontrado vírus infeccioso deixado no papel após três horas. Os médicos não forneceram detalhes sobre as condições de temperatura e umidade em que o experimento foi realizado. Segundo eles o risco de contaminação pelo correio existe, mas é muito baixo.

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