Home Internacional Nova Iorque registra aumento no número de casos de coronavírus e torna-se epicentro da doença

Nova Iorque registra aumento no número de casos de coronavírus e torna-se epicentro da doença

por Redação

Especialistas e autoridades do governo veem com pessimismo a situação do estado norte-americano para os próximos dias

Concentrando 6% do total de casos de coronavírus em todo o mundo, o estado de Nova Iorque (EUA) vive momentos de tensão em meio a pandemia da doença. Na última segunda-feira (23) os registros marcavam 20.885 casos, 4 mil a mais do que no dia anterior. A região também representa mais da metade de todos os testes positivos para coronavírus dos Estados Unidos.

O governador Andrew Cuomo, em uma entrevista coletiva em Manhattan, demonstrou preocupação com o pior período dessa epidemia que deve atingir o estado de maneira precipitada e mais agressiva. Ele também contradiz o presidente Donald Trump, que voltou a defender a reabertura da economia dos EUA nas próximas semanas.

“Se você perguntar ao povo americano para que escolham entre saúde pública e economia, então não há discussão. Nenhum americano dirá para que a economia seja acelerada ao custo de vidas humanas”, disse Cuomo.

O alto número de pacientes confirmados se deve, também, aos testes realizados. O estado já soma mais de 78 mil pessoas testadas, ¼ do total nacional.

Medidas de isolamento e distanciamento social também foram implementadas, como o fechamento de escolas, restaurantes e lojas do comércio em geral. Os apelos do governo são para que a as pessoas permaneçam em suas casas, seguindo as orientações da Organização

Mundial da Saúde (OMS). O médico Luis Fernando Correia comenta que o estado, mas principalmente a capital, agora enfrentam as consequências de “ter um sistema de saúde que não conseguiu se preparar a tempo para a chegada do coronavírus”.

Outra preocupação com o sistema de saúde do estado é referente ao número de leitos disponíveis para acomodar os pacientes. Estimava-se que seriam necessários 110 mil leitos hospitalares, o que já saltou para 140 mil, mas apenas 53 mil estão disponíveis.

Com 8,7 milhões de habitantes, a capital do estado homônimo é considerada por especialistas como o “o ambiente perfeito para um vírus que é muito fácil de espalhar”. Essa frase foi dita pela professora associada de virologia da Universidade Rockefeller, em Manhattan, Theodora Hatziioannou, durante uma entrevista para a BBC News Mundo, que ainda acrescentou que os problemas “são amplificados em Nova York devido à alta densidade populacional: vivemos um sobre o outro”, afirma Hatziioannou.

Correia também comenta que as principais dificuldades que o estado enfrenta são reflexos da falta de apoio do governo federal ao estado.

“A atitude do governo federal, em não enviar recursos financeiros e equipamentos para o enfrentamento da doença, agrava esse cenário. Infelizmente, Nova Iorque terá um cenário bem preocupante nas próximas semanas”, finaliza o médico.

O estado de Nova Iorque é o mais atingido pela epidemia até o momento, registrando 157 mortes. Nos Estados Unidos mais de 50 mil pessoas já foram infectadas pelo coronavírus, e 660 morreram em todo o país.

Posts Relacionados

Deixe um comentário

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Vamos supor que você esteja bem com isso, mas você pode optar por não participar, se desejar. Aceitar Leia Mais