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Corrida para a saúde: o que a ciência está estudando para combater o coronavírus

por Redação

Enquanto uma nova vacina para prevenir o coronavírus ainda está em estudos, vários pesquisadores também tentam descobrir qual o melhor tratamento para a Covid-19 neste momento, em que milhares de pessoas com a forma grave da doença também chegam aos hospitais do mundo todo.

Um dos medicamentos testados neste momento é um velho conhecido das farmácias, a substância hidroxicloroquina, remédio já utilizado há 70 anos para o tratamento da malária e doenças autoimunes como o lúpus e artrite reumatoide.

Mesmo assim, a simples informação sobre pesquisas realizadas em casos graves com a combinação de hidroxicloroquina e um antibiótico também já conhecido, a azitromicina, fez com que muita gente no Brasil corresse às farmácias para comprar o medicamento. Mas o Dr. Luís Fernando Correia alerta:

“Não existe ainda qualquer comprovação científica real envolvendo esse medicamento. Além disso, os efeitos colaterais para quem não tem prescrição são muitos”, explica. “Outro ponto importantíssimo é que essas substâncias não previnem o vírus e não recomendadas para o tratamento em casa, ou seja, quem está comprando vai deixar as farmácias desabastecidas para quem, de fato, precisa”, alerta Luis Fernando.

Vacina

Outra busca incansável neste momento é por uma vacina que possa prevenir a doença. Já se sabe que isso não deve acontecer em menos de 18 meses, até que todos os testes clínicos tenham sido realizados. Nos Estados Unidos, foi iniciado um teste com uma possível vacina. “Mas nenhum desses avanços estará disponível no mercado neste ano. Então, a melhor medida para conter a curva de crescimento da epidemia e proteger os grupos de risco é mesmo o isolamento social. Todo mundo deve obedecer as recomendações e, quem pode, deve permanecer em casa, em isolamento”, lembra.

No Brasil, pesquisadores do Incor anunciaram que em pouco tempo devem ter uma vacina que possa ser testada ainda em animais. Esta é uma vacina diferente da que é testada nos Estados Unidos. Lá, pesquisadores usam a plataforma tecnológica de mRNA, baseada em moléculas sintéticas do RNA mensageiro que contêm informações para a produção de uma proteína que possa ser reconhecida pelo sistema imunológico e gerar os anticorpos necessários. Aqui, a ideia é utilizar o uso de partículas semelhantes ao vírus que poderiam ser facilmente reconhecidas pelo sistema imune.

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